{"id":39,"date":"2024-05-06T14:22:49","date_gmt":"2024-05-06T14:22:49","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ologa.com\/f4sd\/?p=39"},"modified":"2024-12-16T08:29:26","modified_gmt":"2024-12-16T08:29:26","slug":"a-plataforma-f4sd","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/f4sd.org.mz\/?p=39","title":{"rendered":"A Plataforma F4SD"},"content":{"rendered":"\n<p>m Julho de 2015, em confer\u00eancia Internacional realizada em Addis Abeba, foram aprovados os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) que ficaram formalmente inscritos pela Assembleia Geral das NU como a \u201cAgenda 2030\u201d. Agora, quase nove anos ap\u00f3s o lan\u00e7amento desse projecto, as NU lan\u00e7aram um alerta: \u201cOs Objectivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1veis (ODS) est\u00e3o cada vez mais longe de poderem ser realizados at\u00e9 2030\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes disso, em 2003 um grupo de mo\u00e7ambicanos integrando uma boa diversidade de personalidades com profundo conhecimento da sociedade, da cultura, da pol\u00edtica e da economia de Mo\u00e7ambique discutiu durante largos meses uma vis\u00e3o e estrat\u00e9gias da Na\u00e7\u00e3o, que ficou conhecida como Agenda 2025. Numa revis\u00e3o de meio termo, em 2013 constatava-se que apesar do \u201ccrescimento econ\u00f3mico assinal\u00e1vel de 7% a 8% ao ano nos \u00faltimos anos\u201d, a estrutura da economia revelava-se fragmentada com debilidades e fragilidades de v\u00e1ria ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, estamos em 2024. Teoricamente os ODS deveriam estar realizados dentro de seis anos. Mas, uma recente avalia\u00e7\u00e3o feita pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas e apresentada pelo pr\u00f3prio Secret\u00e1rio Geral Ant\u00f3nio Guterres constata o seguinte: (cito)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/finance4development.com\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/jpg.jpeg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cEnquanto as economias ricas se recuperaram em grande parte da pandemia de COVID-19, as economias em desenvolvimento perderam terreno. Muitos est\u00e3o afogados em d\u00edvidas, com mais de um ter\u00e7o em risco de crise. O investimento na a\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e no desenvolvimento sustent\u00e1vel est\u00e1 a ficar muito aqu\u00e9m. A fome e a pobreza est\u00e3o a aumentar. E as crescentes divis\u00f5es entre pa\u00edses e economias est\u00e3o a impedir uma resposta eficaz\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u2026 2024 dever\u00e1 ser outro ano dif\u00edcil. Prev\u00ea-se que o fraco crescimento mundial continue a abrandar. O investimento continuar\u00e1 a ser fraco. A crise da d\u00edvida continuar\u00e1 em espiral, \u00e0 medida que as obriga\u00e7\u00f5es do servi\u00e7o da d\u00edvida atingirem novos patamares. E os conflitos devastadores e a escalada de condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas extremas est\u00e3o a trazer incerteza e risco para a economia global. O resultado: desenvolvimento atrasado e negado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>As advert\u00eancias feitas pelos compatriotas mo\u00e7ambicanos que em 2013 trabalharam afincadamente na actualiza\u00e7\u00e3o da Vis\u00e3o e Estrat\u00e9gias da Na\u00e7\u00e3o inclu\u00edam entre outros aspectos a necessidade de \u201ccria\u00e7\u00e3o de emprego em volume para aborver a popula\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, e a redu\u00e7\u00e3o do volume das actividades informais de obten\u00e7\u00e3o de renda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E conclu\u00edam que \u201cNos actuais padr\u00f5es dominantes de acumula\u00e7\u00e3o concentrada, a distribui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios do crescimento requere mudan\u00e7as estruturais na economia, no sentido da configura\u00e7\u00e3o de bases de acumula\u00e7\u00e3o socialmente amplas e sistemas redistributivos mais transparentes e equitativos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Gapi, desde sempre aprendeu a escutar as opini\u00f5es e an\u00e1lises de institui\u00e7\u00f5es e de personalidades que acima cit\u00e1mos e cuja miss\u00e3o e compet\u00eancia constituem refer\u00eancias obrigat\u00f3rias na actualiza\u00e7\u00e3o regular da nossa estrat\u00e9gia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como institui\u00e7\u00e3o financeira de desenvolvimento, estamos cientes do papel que devemos e podemos assumir e realizar para que nem todos os objectivos e metas de desenvolvimento sejam frustrados. N\u00e3o podemos ignorar as recomenda\u00e7\u00f5es de institui\u00e7\u00f5es internacionais e<\/p>\n\n\n\n<p>nacionais, bem como o saber partilhado por personalidades cujo conhecimento \u00e9 de valia extraordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desafios que o nosso pa\u00eds hoje enfrenta s\u00e3o in\u00fameros e de alguma forma conhecidos. S\u00e3o muitos, mas no quadro da miss\u00e3o da Gapi que \u00e9 a de<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuir para a inclus\u00e3o econ\u00f3mica, social e financeira em Mo\u00e7ambique, promovendo a inova\u00e7\u00e3o, o empreendedorismo e investimentos geradores de emprego<\/p>\n\n\n\n<p>\u2026 priorizamos os seguintes temas:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 A acentuada incapacidade do nosso sector empresarial formal para absorver os cerca de 500 mil jovens que anualmente atingem a idade laboral com consequ\u00eancias no cont\u00ednuo aumento do n\u00famero de pobres;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 O fraco desempenho do tecido produtivo de capital nacional devido a barreiras no acesso a capital e a tecnologia e agravado por processos de desinvestimento motivados por factores induzidos pelo crime dos raptos, pela corrup\u00e7\u00e3o entre outros;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 A persistente fraca inclus\u00e3o financeira na sociedade em geral com destaque para a discrimina\u00e7\u00e3o da mulher, em particular nas zonas rurais, impactando negativamente na equidade do g\u00e9nero e, com efeito na redu\u00e7\u00e3o do contributo de milh\u00f5es de mo\u00e7ambicanas na edifica\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais pr\u00f3spera;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00b7 A estagna\u00e7\u00e3o da produtividade agr\u00edcola e da seguran\u00e7a alimentar impactando na crescente depend\u00eancia da importa\u00e7\u00e3o de bens alimentares com os inevit\u00e1veis riscos de press\u00f5es inflacion\u00e1rias;<\/p>\n\n\n\n<p>Para responder a estes desafios, a Gapi pretende refor\u00e7ar a sua capacidade de executar a miss\u00e3o que os seus acionistas se propuseram cumprir.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tal iniciou-se um projecto de actualiza\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia da institui\u00e7\u00e3o e respectivo modelo de neg\u00f3cios (conforme referenciado pelo nosso PCE). Nesse projecto j\u00e1 foram melhorados elementos financeiros como a grelha de oferta de produtos de cr\u00e9dito, bem como elementos tecnol\u00f3gicos, designadamente as aplica\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o banc\u00e1ria e est\u00e1 em curso a cria\u00e7\u00e3o de uma infraestrutura para digitalizar procedimentos e processos com impacto na rapidez e qualidade da informa\u00e7\u00e3o sobre opera\u00e7\u00f5es em zonas rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o desafio da actualiza\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia da Gapi tem outras componente chave para que o papel e contributo de uma IFD seja mais amplamente assumido e participado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nisto que entra a plataforma F4SD. Os objectivos, an\u00e1lises e recomenda\u00e7\u00f5es apresentadas nas agendas e vis\u00f5es que acima cit\u00e1mos continuam a inspirar a estrat\u00e9gia da Gapi. Consideramos, por\u00e9m, que podemos e devemos internalizar na nossa rede e alargar a informa\u00e7\u00e3o e o debate sobre os ODS e sobre as estrat\u00e9gias de desenvolvimento que sejam relevantes para a nossa miss\u00e3o como IFD.<\/p>\n\n\n\n<p>Clarifico que este \u00e9 um espa\u00e7o gerido pela Gapi, com as responsabilidades legais que assumimos perante as autoridades que licenciam meios de comunica\u00e7\u00e3o. Mas, nesta clarifica\u00e7\u00e3o, sublinho, por\u00e9m, que este espa\u00e7o foi criado para ser aberto e mobilizar a participa\u00e7\u00e3o de entidades que connosco partilhem objectivos e agendas para a edifica\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa e de uma economia mais inclusiva com maior equidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lan\u00e7ar esta plataforma a Gapi abre-se para ampliar a sua rede de parcerias, e prepara-se tamb\u00e9m para abrir a sua estrutura acionista.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a hist\u00f3ria e as responsabilidades que temos vindo a assumir, hoje, 34 anos depois da nossa constitui\u00e7\u00e3o, estamos em condi\u00e7\u00f5es de promover e participar no debate e no desenvolvimento do conhecimento que sustentem a formula\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias, de programas e, mesmo da monitoria na efici\u00eancia de aplica\u00e7\u00e3o de recursos alocados ao desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, esta plataforma est\u00e1 aberta \u00e0s entidades que, no quadro e no \u00e2mbito da nossa miss\u00e3o e prioridades estejam dispon\u00edveis a construir parcerias com a Gapi.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa primeira parceria surgiu com a AMOMIF (Associa\u00e7\u00e3o Mo\u00e7ambicana de Operadores de Microfinan\u00e7as) cuja agenda est\u00e1 focada no relan\u00e7amento da ind\u00fastria microfinanceira como forma de melhorar a inclus\u00e3o financeira. Atrav\u00e9s e fazendo uso desta plataforma os membros da AMOMIF ter\u00e3o espa\u00e7o para debater e propor solu\u00e7\u00f5es para que ODS e estrat\u00e9gias para a inclus\u00e3o financeira sejam mais bem concebidas e implementadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Convidamos outras entidades internacionais ou nacionais a seguirem o exemplo da AMOMIF.<\/p>\n\n\n\n<p>Para lan\u00e7ar a iniciativa a Finance 4 Sustainable Development escolhemos como parceiro tecnol\u00f3gico a Media4Development, publisher mo\u00e7ambicana detentora das publica\u00e7\u00f5es Economia &amp; Mercado, Di\u00e1rio Econ\u00f3mico e 360 Mozambique.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ant\u00f3nio Souto<\/strong> \u2022&nbsp;Fundador da GAPI-SI. e presidente do Conselho Directivo da AMOMIF.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>m Julho de 2015, em confer\u00eancia Internacional realizada em Addis Abeba, foram aprovados os 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) que ficaram formalmente inscritos pela Assembleia Geral das NU como a \u201cAgenda 2030\u201d. 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